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YASMIN

> Yasmin > performance _ 

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De origem artística no teatro, a transformista y anarcoprincesa do punk Yasmin trabalha com a hibridização de diversas linguagens artísticas com perspectiva transdisciplinar. Integrou inúmeros grupos e companhias de teatro em Curitiba, trabalhando também como produtora cultural, dramaturga e figurinista. Atualmente também une seus conhecimentos como taróloga e finaliza graduação em Ciências Sociais com linha de formação em Antropologia, na qual investiga corporalidades dissidentes na produção de arte política, dentro de um espaço cultural influente em Curitiba, a Selvática Ações Artísticas. Constrói coletivamente a Membrana, grupa de escrita e crítica afetiva que reside na Selvática, de forma que sua pesquisa na escrita e sua produção poética também integra seu processo performativo. Integrou algumas publicações independentes, sendo as últimas TRIPA#1 e Corja!. 

Seu trabalho acontece por meio da junção das artes mágicas e ritualísticas, artes do corpo, visuais, e escrita de forma a resultar em uma performance corporalizada, presente, intensa e mobilizadora que tem o objetivo de conectar e funcionar como um dispositivo de transformação e estranhamento no público e na artista. Sua performance é autobiográfica e está em constante mudança; é a materialização das vivências, pesquisa e da relação entre performer e público no momento. É um trabalho político que almeja contribuir para processos de descolonização e da perspectiva feminista como caminhos de emancipação. 

Em suas pesquisas e performances, investiga o corpo a partir da noção de loucura, entre a histeria e a insanidade que foram atribuídas de forma a limitar mulheres e pessoas marginalizadas e a neurodissidencia como um apropriação de vivências e criação de possibilidades outras para o mundo a partir da sensibilização. A performance a partir do corpo e seus limites e possibilidades, o corpo é a arma e o campo de batalha. Yasmin é caricata palhaça e punk debochada, bruxa neurotípica excêntrica e insubordinada, que sabe usar do poder da destruição. Sua performance e montação são feitas de forma independente com uma sagacidade anárquica, uma produção marginalizada que faz acontecer muito com pouco, a partir da precariedade, celebrando a decadência.  Para a artista, a performance é um meio de comunicação, uma linguagem, um portal para a transformação interna e externa. É a forma que encontrou para ocupar Curitiba como uma mulher punk e lésbica, taróloga e bruxa, brasileira, artista e pesquisadora latinoamericana, como corpo interessado e inconformado em movimento.

Yasmin é fresta, aquilo que escapou, abertura para criação e construção ativa de um novo mundo, destruindo estruturas opressivas e limitantes. Ela canaliza uma entidade mutável, divindade feminina de inteligências e espírito indomáveis, um suspiro de vida na noite, o reconhecimento do desconhecido. Abre um portal mágico proporcionando uma experiência estética/política/sensorial/ritual/psicoativa e revolucionária em coletivo, permitindo conhecer as diferentes possibilidades de existência. Contemple, envolva-se.

With theatrical background, transformist artist, performer and anarchy princess of punk Yasmin works with hybridization of artistic languages with interdisciplinary perspective. She participated in numerous theater groups and companies in Curitiba, also working as a cultural producer and costume designer. The artist is currently also working as a tarot reader and is finishing graduation in Social Studies in the field of Anthropology, in which investigates dissident identities and corporeality in political art making, inside an influent art space in Curitiba, called Selvática Ações Artísticas. She also composes Membrana, a group of writing and affective criticism that takes place at Selvática, in a way that her writing and poetry studies are an essential part of her performative process. She has integrated some independent publications, the latest being TRIPA # 1 and Corja !. 

Her work happens through the combination of magic and rituals, visual art, and writing in order to result in a mobilizing full presence, body centered performance that connects and function as a device of transformation and strangeness in the audience and in the performer. Her performance is autobiographical and is constantly changing; it is the materialization of experiences, theoretical studies, and the relationship between performer and audience in the moment. It is a political work that aims to be a disposal of decolonization and feminism as paths for emancipation. 

In her researches and performances, she investigates the body from the notion of madness, in between the hysteria and craziness that women and marginalized people have been portrayed and neurodissidence as a owned up condition. As an approach to performance based on the body and its limits and possibilities, the body is both a weapon to fight and a battlefield. Yasmin is a punk and a clown, a caricature, a mockery, a campy insubordinate neuroatypical witch, who knows how to use the power of destruction. Her performance and her visuals are done independently with the wit of anarchic and marginalized art making, with little to no resources, creating from scratch, working with the celebration of decadence. For the artist, performance is a way to communicate, a language of its own, a portal for internal and external transformation. It’s the way she found to artisticaly occupy Curitiba as a punk witchy lesbian woman, tarot reader and magic worker, brazilian, latin american artist and researcher. As an interested and non-conforming body in moviment. 

Yasmin is a crack, a thing that has escaped, an opening for the creation and active construction of a new world, destroying oppressive and limiting structures. The artist channels a changing entity, a female deity of indomitable intelligence and spirit, a breath of life in the night, the recognition of the unknown. Opens a magical portal providing an aesthetic/political/sensory/ritualistic/psychoactive and revolutionary collective experience, allowing to know the different possibilities of existence. Contemplate, get involved.

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> fotografia Fernando Helfenstein > Pauhlo > Eudig > Yasmin Sier > Luciana Tavares > Renan PechebeaAmareloKlebb_ers _

Golddome • 11/03/2018
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